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quarta-feira, 20 de março de 2013

Marco Feliciano diz que direitos das mulheres atingem a família


As críticas do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC-SP), avançam também em outra direção: o direito das mulheres. Em entrevista para o livro "Religiões e política; uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil", ao qual O GLOBO teve acesso, o deputado critica as reivindicações do movimento feminista e afirma ser contra as suas lutas porque elas podem conduzir a uma sociedade predominantemente homossexual.

"Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos. Eu vejo de uma maneira sutil atingir a família; quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos", diz ele na página 155, em declaração dada em junho de 2012.

Para o pesquisador Paulo Victor Lopes Leite, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), um dos autores do estudo, a posição de Feliciano não é exceção: reflete o pensamento majoritário defendido pelos integrantes da Frente Parlamentar Evangélica.

- Constatamos que os parlamentares evangélicos trabalham com a ideia de pânico moral, que se manifesta sempre que qualquer atitude ou comportamento se mostra diferente do conceito de família patriarcal, com pai, mãe e filhos. É a ideia de pânico moral que faz com que rejeitem qualquer transformação natural da sociedade, como o casamento igualitário e a necessidade de se discutir a legalização do aborto - avalia.
As afirmações de Feliciano causaram revolta nos movimentos feministas. Para Hildete Pereira de Melo, professora da UFF e pesquisadora de relações de gênero e mercado de trabalho, as convicções do parlamentar são atrasadas porque não acompanham as necessidades da sociedade.

- Ele é misógino e homofóbico. Desde a invenção da pílula anticoncepcional, os casais heterossexuais podem manter vida sexual ativa sem que a gravidez ocorra. Atribuir aos homossexuais a responsabilidade pela destruição da família é um delírio. A destruição tem como culpado o homem, que sai de casa e abandona os filhos quando o relacionamento termina. É preciso entender que os filhos são responsabilidade do casal, e não apenas da mulher - critica.


terça-feira, 19 de março de 2013

Rosângela alicia homens gays para virarem escravos sexuais na Turquia


Rosângela (Paloma Bernardi) vai começar a aliciar homens para virarem escravos sexuais na Turquia. A cena vai ao ar nos próximos capítulos de "Salve Jorge". Ela, que já sondou mulheres nos capítulos passados, vai abordar um rapaz afeminado que estará fazendo uma apresentação para um grupo de amigos.

Ela se apresenta como empresária e afirma que está fazendo uma seleção para levar rapazes para trabalhar na Itália. Ela entrega o cartão para o rapaz, interpretado pelo ator Marcos Baô, e diz: "Me liga que te explico detalhes". Em outra cena, ela aparece já no apartamento das traficadas com outro homem gay. No local, ele se assusta e tem a mesma reação que as mulheres traficadas: "Que lugar é esse?! Não falou que eu ia ficar num apart", diz o jovem.

Rosângela olha para ele friamente e diz: "Você fica aqui, dentro de um, dois dias o pessoal que vai te levar pra Itália passa pra te pegar". Ela deixa o local com os seguranças e o jovem fica desesperado. Waleska (Laryssa Dias) vê tudo e diz: "Você caiu numa cilada, cara! Não existe contrato nenhum. Isso é tráfico! Todo mundo aqui caiu no mesmo conto".


Boy magia: Flávio Sérgio